segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Meu novo site

Olá pessoal, segue o endereço do meu novo site: https://sites.google.com/site/poetafloripa/

Atenciosamente,

José Luiz Amorim

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013



SOBRE CERTO FOLIÃO DO BLOCO DE SUJOS QUE EM UMA SÓ FODA TEVE DUAS SURPRESAS: UM CU CAGADO E UM PAU MAIOR QUE O SEU.

Manuel caminhava pelo mundo
Quando esbarrou-se na flava sereia
(A qual com muito pó se formoseia)
Foi beijando-a em menos de um segundo.

E sendo um cafajeste e vagabundo
Meter em todo mundo ele queria.
E para augustal dama assim dizia:
Quero comer seu rabo mui rotundo.

Ela lho concedeu venal prazer
Que o beberrão jamais vai esquecer.
De pau borrado, pálido e fraco

Quando se arrependido do que fez.
(Mostrando  adamastórico tabaco)
Ela disse-lhe: agora é minha vez.

 José Luiz Amorim


quinta-feira, 13 de setembro de 2012

À pulcrínea airosa


Bela, teus doces lábios macios encarnados
Marcam meus pensamentos num divino instante
Diz o bravo poeta teu eterno amante
- Desejo um lindo beijo louco apaixonado.

Beijos adocicados de leves pecados
Abrasados e tão fortemente vibrantes
Que unem as bocas úmidas e soluçantes
No ritmo desses corpos bem entrelaçados.

Vestindo-se de amor tudo que se revele,
Vai, vai desabrochando a flor, a flor da pele
E vamos simplesmente amar, sem acorrento.

Atingindo o triunfo duplo e soberano
Provocando este agora longo, sobre-humano
Iremos perpetuar o nosso avivamento.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Movimento Pornaso

Cacofonia mamária

Camões inicia um soneto com o seguinte verso:
"Alma minha gentil, que te partiste".
Pessoa inicia o "Pastor amoroso" com o seguinte verso:
"Quando eu não te tinha".
Por isso, meu irmão, sei os bons poetas que são.


Aula de literatura clássica

Hora de cultura:
Menelau, primeiro corno
da literatura.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Escatulógico

O que é sexo anal?
É colocar uma vela
No bolo fecal.

Galo onipresente

"Com delicado amor
Ele defende e acarinha
Ora o pinto, ora a galinha
Com seu gesto protetor".
(Francisca Júlia)

O galo é distinto,
Pois não só cuida dos ovos,
Mas também do pinto.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Polyborus plancus

                                                                           "Carcará
                                                                             Pega mata e come
                                                                             Carcará
                                                                             Não vai morrer de fome"
                                                                             (João do Vale e José Cândido)                                                      

Ronda pela Praça XV                                    
Voando p'ra lá e p'ra cá                                    
Um gavião carcará.                                          
Ora no pinheiro bola,                                        
Ora na figueira anosa                                        
Pousa a ave majestosa.
O carnívoro gavião
Tem como predileção
Uma pomba bem plumosa.
Com o apetite aguçado
Come as pombas da Praça
E também as do Mercado.
Nesse banquete central
O pombo perde o pombal.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Moda genital

É tudo invertido,
O que era p'ra estar nu
Está bem vestido.

Se eu trepasse amanhã

Se eu trepasse amanhã, diria ao menos                         Para Álvares de Azevedo
Que fodi pra valer a pulcra irmã,
Ela de mais prazer se sorriria
Se eu trepasse amanhã!

Quanta honra tenho nesse pau duro!
Que xota p'ra bulir nessa manhã!
Eu metera pilando essas coroas
Se eu trepasse amanhã!

Que cabelos! que pernas! São de Dalva!
Mas recordam a Teresa no Divã!
Não me pulsara muito amor no leito
Se eu trepasse amanhã!

Mas o calor da vida revigora,
Minha demência é a da maçã,
E o ardor no leite aquecera ao menos
Se eu trepasse amanhã!

Mamá quer brincar

Uma trepa bem maneira
Há de ter a brincadeira
Sempre aqui e ali,
Ora um Macunaíma,
Ora uma Magali.
E deve-se progredir
Passo a passo, dose a dose:
Primeiro vem o hímen,
E depois vem a fimose.
Que assim na feral foda
Lindamente prazenteira
O jardineiro consegue
Regar sua trepadeira.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Efeito colateral em Lucius

Lu metido a trepador
De velho veio a pifar
Mas não acabou o amor
E a ciência teve a ajudar

E sua tripa mole e magra
Igual biruta sem vento
Teve ajuda do Viagra
E agora está qual jumento.

Mas nem todo vento é norte,
Ao abusar do alto giro
Foi-se embora sua sorte
E acabou que errou o tiro,

Ao abusar do remédio
Caiu em ruínas seu prédio

Abusou da azulzinha
A veia do pau dilatou
Também a do cu estourou
Brotando a flor na bundinha.

domingo, 22 de julho de 2012

Pornaso

Ele prolonga-se até ficar de pé
Quando tua boca escala até
O posto píncaro de minha pica
Eu digo: - fica que ele estica.

Sinto-me feliz estando a olho nu
Diante de teu róseo e belo cu.
Apaixonado por teu redondel
Cravo o anelar no teu anel.

Nas gêmeas virgens tetas com saúde
Eu as mamo mais que amiúde.
E quando ficas toda orvalhada

É na tua boa boceta bem salgada
Que enterro meu tinto tabaco
E crio inveja até no deus Baco.

domingo, 15 de julho de 2012

Vibração

Depois de tantos uis
E tantos ais,
Ela pôs meu diapasão na boca
E  afinou suas cordas vocais.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

A Falsa

Tu ontem                                                   Para Casimiro de Abreu
No leito
Perfeito
Gozavas
Com jeito
Querendo
Bem feito
Co’ faces
Em rosas
Em risos
Concisos
Precisos
Pra mim;
Sua falsa
Na valsa
Gemias
Ardias
Demente
Bem crente,
Morena,
Tens pena
De mim?
Espero
Que sofras
Rancores
Terrores
Que rouco
Sofri!
Piscavas
Teus cílios
Com brilhos
Já prontos
Tão tontos
Falseavam
Burlavam
Brindavam
Teu solo
Tão meu;
E os seios
Tão puros
Tão duros
Os seios
Maduros
Mexias
Premias
Pra outro
Romeu!

sábado, 30 de junho de 2012

Perdas artísticas no primeiro semestre de 2012


8/02 - O primeiro, com músicas sentimentaloides cometeu “wandalismos” no coração de suas fãs, as quais apaixonadamente atiravam calcinhas a ele. Wando teve os sucessos Fogo e paixão e a música Moça em que dizia a uma meretriz: “dobre as mangas do tempo”.

12/03- O segundo, um dos maiores humoristas do país. Chico Anysio foi pintor, poeta, compositor e ator. Teve diversos personagens como Professor Raimundo, Pantaleão, o mentiroso, e Alberto Roberto, o canastrão, ou seja, um personagem mais brilhante que o outro.

27/03- O terceiro era colunista de O pasquim. Millôr Fernandes é autor de frases demolidoras e geniais: “Houve um tempo em que os animais falavam; hoje eles escrevem”, ou “O melhor movimento feminino ainda é o dos quadris”. Aliás, ele foi um autor que virou trocadilho, pois “cada um da o Millôr de si”.

25/04- O quarto era o último de Os três malandros (ou de Os três terrores). Dicró cantou  versos hilários: “vou fazer um bingo lá na casa da vovó,/ o prêmio é minha sogra sai numa pedra só”, e também, “Menina namoradeira, que gosta de beijo e abraço,/ depois fica reclamando que perdeu o ...”.

04//05- O quinto pertencia à dupla “anagrâmica” chamada Tonico e Tinoco. Tinoco foi cantor de música sertaneja de raiz (não o agrobrega rotulado de sertanejo universitário) até seus 91 anos. Tinoco cantou os sucessos: “Chico mineiro”, “O menino da porteira”, “Beijinho doce”...

Já dizia uma antiga canção de Assis Valente “Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar”. Bom, se em 2012 eu não sei, mas as perdas neste primeiro semestre foram devastadoras. 

segunda-feira, 18 de junho de 2012

O pau-brasil

O Brasil é um país                                       Para Oswald de Andrade
Um tanto descomunal,
Pois não é que o mundo todo
Queria abrasado pau?
Que aqui por essa estância
Foi um pau em abundância.
Vou mostrar o pau-brasil
Esse pau não tem pentelho
Mas tem o cerne vermelho
E feito um pau que pinta
Esse pau deu muita tinta.
Porque pelo mundo todo
Pau-brasil foi almejado
Por ser uma tora dura
Ainda hoje ele perdura
Qual portentoso lenhado.
Seja com ou sem raiz
No clandestino mercado
Foi o pau mais cobiçado.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Maratona Cultural 2012

Tive a honrosa missão de declamar o meu poema Desterro com a banda Dazaranha no ducentésimo octogésimo sexto  aniversário de Florianópolis.


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Papudos

O Papa Bento XVI é um poliglota;
o Papanicolau poligrota.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Haiku

Visão da alegria
Se ela me desse o cuzinho,
Então, fá-lo-ia.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Desterro

Declamo descrevo Desterro
Dentre donzelas, dunas, Daniela.
Dinheiro, dólar, doleiros.
Damas, drogas, diesel, Derby, drinques.
Doses doloridas, dormente, diarréia diária.
Desterro doente. Devorada dragada.
Dupla, dizímo, danos, dinossauros.
Distintivos desdém, diplomatas desdizem.
Ditadores desfilam.
Duques decaedros dizem disfarces.
Dossiê, desvios, documentos, desperdício, deputados.
Desumanos, demos, desclassificados.
Diabos derradeiros, dons daninhos,
Dalilas discretas, Dráculas diurnos, dentes dourados,
Deixaram-te desbotada, descalça, desnuda, desfolhada.
Despetalais dia, dia demasia.
Débeis debocham de Desterro.
Dá-me desejo.
Desconfie deles, Desterro!
Dê descarga, Desterro.
Desterro, deslumbra-me, Desterro.
Deleite de deusa
Desenho dos dedos divinos
Damasco de Deus,
Dardejas dezembros diamantinos.
PS.: Desterro é a atual Florianópolis

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Canção do Exílio

O consagrado poema romântico “Canção do Exílio” de Gonçalves Dias, de (1846). Foi parodiado por alguns nomes da poesia brasileira como: Casimiro de Abreu 1859, Oswald de Andrade 1925, Murilo Mendes 1930, Drummond 1945, Mario Quintana 1962, José Paulo Paes 1973, Cacaso 1985, Ferreira Gullar 2000.

Canção do Emílio (versão 2010)

Minha terra tem bocetas
Com gosto de butiá,
As mulheres cá me fodem
Não me fodem como lá.

Nosso réu tem mais estrelas,
Nossas várzeas mais tenores;
Nossas pombas têm mais vida,
Nossa vida mais sabores.

Em trepar contigo à noite,
“Mais prazer encontro eu lá”.
Minha terra tem palmito
E também tem vatapá.

Minha terra tem pecados
E a Thaís não encontro cá;
Em fumar capim maluco
“Mais prazer encontro eu lá”.
Minha terra tem Palmeiras
Onde sonha a série “A”.

Não permita Deus que eu corra
Sem que eu fuja para lá,
Sem que ache os senadores
Que não encontro eu cá.
Sem qu’inda receba palmas
Do amigo marajá.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Guerra

A guerra é só mais um fator que contribui para que o mundo se torne mais imundo,tudo em busca de capital natural e soberania mundial. E para as tristes mães que perdem seus filhos na guerra, entregam-lhes uma carta com falsos elogios e uma bandeira inútil para estender em um quarto vazio.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Caçador

Da planta de teus pés
brotam as pegadas
que mapeiam
minha trajetória mundana.
Adiante concretizo meu sonho
na arquitetura do teu corpo.

Apnéia

Naufraguei nas ondas
De teus cabelos
E bebi o perfume
Do mais sagrado poço
Ao beijar ao morder
Teu pescoço.

........


Tua pele é macia feito lã

Teus cabelos e boca cor de Satã
És a minha cortês cortesã
Anfitriã de meu sanatório
Ontem e amanhã.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Palavras

Pisei palco
Publiquei poesia
Pintei próprio planeta.
Provei primas,
Praias perfumadas
Pomares polposos,
Putas purpureadas.
Passei pelo poente,
Perdi pais, posses, parentes.
Presenciei pecados, palavrões,
Pacificador profundo,
Pedi paz.
Pulmões póstumos,
Paginei Pessoa
Plantei primavera.

Teoria Literária I (poesia épica)

Quando você usa o falo
Até fazer calo,
Isso significa
Que o gênero literário
É - pica.

Cronocosmocinefuturista

Carlitos
Calça, camisa
Calçados, chapéu.
Caminhar cativante,
Coração cândido.
Canta contente cotidiano
Choroso choro Ceciliano.
Charles
Comédia célebre
Carreira chique.
Charuto, cartola, charmoso,
Casou-se com camélias crescentes.
Chaplin
Com cores curtas
Conquistou continentes.

Embriagado

Só através de seu decote meia-taça,
pude beber o licor da vida.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Sublime

Leito breve território

De corpos transitórios
A vencer obstáculos
Ausente em oráculos.

Cama, fofa e macia.
Onde o eterno principia
Seguido de inúmeros ais
A afinar cordas vocais

Estado único, à tona.
Risos deitados extasiados
Com leve ar de pernoitados

Novamente olhos se tocam
E corpos se encontram
Além do que encontram.

sábado, 12 de dezembro de 2009

História de pescador


Ao ver o pescador costurar a rede,
perguntou o menino ao pescador:

Qual será a verdadeira conexão,
que têm os fios da rede com o mar?
Como consegue o peixe ela buscar,
neste profundo mar de escuridão?

Respondeu o vivido e bom senhor.
Sabes a Rainha, a Rainha do mar?

Aquela que protege o pescador
seja no rio ou mar bravio.
Aquela que só ela tem o privilégio
de ganhar oferendas, florilégios.

Pois então:
Roubaram o véu de Iemanjá
e fizeram a tarrafa,
assim dizia a lenda
que o mar trouxe na garrafa.

Pluralidade

Ao massagear teu útero
Perdemos-nos em espasmos e desvarios
Nossos corpos repletos de arrepios
Unidos em um só
Deságuam-se dois rios.

O Poeta

Não admiro o escritor e o poeta
Que só fica em uma meta
Em uma reta
Não admiro
Esses escritores e poetas fúteis,
Não passam de um bando de arcaicos
Com suas teses inúteis

Pois um verdadeiro poeta
Não deve ter norma
Padrão, mesmice ou forma.

Um verdadeiro poeta
Nunca se entrega
Quebra todas as regras

Um verdadeiro poeta
Tem que abordar vários temas
Tem que fundir suas algemas
Tem que sair da lanterna
Expor sua resistência interna
Rasgar a camisa de força
Triturar a mordaça
Quebrar a taça
Mostrar sua raça

Todo poeta
Tem que se libertar
Citar sua verdade
Seu lado covarde

Repassar seus segredos
Se defender de seus medos
E com a caneta entre os dedos
Disparar seus torpedos.

Acordar seu lado desalmado
Usar seu vocabulário ilimitado
Falando sobre tudo
Falando sobre o infinito
Sobre o que é mais bonito

Falando sobre suas paixões
Sobre as nações sem noções
Falando sobre o que há
Em toda a parte,
Falando sobre arte.

Falando sobre suas causas perdidas
Sobre suas experiências vividas
Sobre nossos governantes confusos
Com seus discursos inconclusos.

Ou até mesmo citar
Quantas folhas compõem
Um simples trevo

Por isso
Eu escrevo
Para todas as classes
Todas as peles
E todas as faces
Mas se em nenhuma
De minhas poesias
Consegui conquistar
Um pouquinho do seu amor

Me desculpe, por favor,
Pois ainda sou
Um poeta amador.