Eu e meu parceiro de palco Vinícius de Andrade no sarau Boca de Cena.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Maratona Cultural 2012

Tive a honrosa missão de declamar o meu poema Desterro com a banda Dazaranha no ducentésimo octogésimo sexto  aniversário de Florianópolis.


segunda-feira, 19 de março de 2012

Minha estreia como letrista

Baudelaire nos ensinou "Embebedai-vos! De vinho, virtudes ou versos como achardes melhor... é preciso estar sempre bêbado".

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Papudos


O Papa Bento XVI é um poliglota;

o Papanicolau poligrota.


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

terça-feira, 2 de agosto de 2011

HAIKU

Visão da alegria
Se ela me desse o cuzinho,
Então, fá-lo-ia

terça-feira, 19 de julho de 2011

Desterro

Declamo descrevo Desterro
Dentre donzelas, dunas, Daniela.
Dinheiro, dólar, doleiros.
Damas, drogas, diesel, Derby, drinques.
Doses doloridas, dormente, diarréia diária.
Desterro doente. Devorada dragada.
Dupla, dizímo, danos, dinossauros.
Distintivos desdém, diplomatas desdizem.
Ditadores desfilam.
Duques decaedros dizem disfarces.
Dossiê, desvios, documentos, desperdício, deputados.
Desumanos, demos, desclassificados.
Diabos derradeiros, dons daninhos,
Dalilas discretas, Dráculas diurnos, dentes dourados,
Deixaram-te desbotada, descalça, desnuda, desfolhada.
Despetalais dia, dia demasia.
Débeis debocham de Desterro.
Dá-me desejo.
Desconfie deles, Desterro!
Dê descarga, Desterro.
Desterro, deslumbra-me, Desterro.
Deleite de deusa
Desenho dos dedos divinos
Damasco de Deus,
Dardejas dezembros diamantinos.
PS.: Desterro é a atual Florianópolis

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Canção do Exílio


O consagrado poema romântico “Canção do Exílio” de Gonçalves Dias, de (1846). Foi parodiado por alguns nomes da poesia brasileira como: Casimiro de Abreu 1859, Oswald de Andrade 1925, Murilo Mendes 1930, Drummond 1945, Mario Quintana 1962, José Paulo Paes 1973, Cacaso 1985, Ferreira Gullar 2000.

Canção do Emílio (versão 2010)

Minha terra tem bocetas
Com gosto de butiá,
As mulheres cá me fodem
Não me fodem como lá.

Nosso réu tem mais estrelas,
Nossas várzeas mais tenores;
Nossas pombas têm mais vida,
Nossa vida mais sabores.

Em trepar contigo à noite,
“Mais prazer encontro eu lá”.
Minha terra tem palmito
E também tem vatapá.

Minha terra tem pecados
E a Thaís não encontro cá;
Em fumar capim maluco
“Mais prazer encontro eu lá”.
Minha terra tem Palmeiras
Onde sonha a série “A”.

Não permita Deus que eu corra
Sem que eu fuja para lá,
Sem que ache os senadores
Que não encontro eu cá.
Sem qu’inda receba palmas
Do amigo marajá.



sábado, 25 de setembro de 2010

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Guerra


A guerra é só mais um fator que contribui para que o mundo se torne mais imundo,tudo em busca de capital natural e soberania mundial. E para as tristes mães que perdem seus filhos na guerra, entregam-lhes uma carta com falsos elogios e uma bandeira inútil para estender em um quarto vazio.



quarta-feira, 26 de maio de 2010

Pornaso

Ele prolonga-se até ficar de pé
Quando tua boca escala até
O posto píncaro de minha pica
Eu digo: - fica que ele estica.

Sinto-me feliz estando a olho nu
Diante de teu róseo e belo cu.
Apaixonado por teu redondel
Cravo o anelar no teu anel.

Nas gêmeas virgens tetas com saúde
Eu as mamo mais que amiúde.
E quando ficas toda orvalhada

É na tua boa boceta bem salgada
Que eu enterro meu tinto tabaco
E crio inveja até no Deus Baco.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Caçador


Da planta de teus pés
brotam as pegadas
que mapeiam
minha trajetória mundana.
Adiante concretizo meu sonho
na arquitetura do teu corpo.

Apnéia


Naufraguei nas ondas

De teus cabelos
E bebi o perfume
Do mais sagrado poço
Ao beijar ao morder
Teu pescoço.

........


Tua pele é macia feito lã


Teus cabelos e boca cor de Satã
És a minha cortês cortesã
Anfitriã de meu sanatório
Ontem e amanhã.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Palavras

Pisei palco
Publiquei poesia
Pintei próprio planeta.
Provei primas,
Praias perfumadas
Pomares polposos,
Putas purpureadas.
Passei pelo poente,
Perdi pais, posses, parentes.
Presenciei pecados, palavrões,
Pacificador profundo,
Pedi paz.
Pulmões póstumos,
Paginei Pessoa
Plantei primavera.

Teoria Literária I (poesia épica)


Quando você usa o falo

Até fazer calo,

Isso significa

Que o gênero literário

É - pica.

Cronocosmocinefuturista

Carlitos
Calça, camisa
Calçados, chapéu.
Caminhar cativante,
Coração cândido.
Canta contente cotidiano
Choroso choro Ceciliano.
Charles
Comédia célebre
Carreira chique.
Charuto, cartola, charmoso,
Casou-se com camélias crescentes.
Chaplin
Com cores curtas
Conquistou continentes.

Só através de seu decote meia-taça,

pude beber o licor da vida.

Dodecassílabo amoroso


Keila teus doces lábios macios encarnados
Marcam meus pensamentos num divino instante
Diz o bravo poeta teu eterno amante
- Desejo um lindo beijo louco apaixonado

Beijos adocicados de leves pecados
Abrasados e tão fortemente vibrantes
Que unem as bocas úmidas e soluçantes
No ritmo desses corpos bem entrelaçados

Vestindo-se de amor tudo que se revele
Vai, vai desabrochando a flor, a flor da pele
E vamos simplesmente amar, sem casamento.

Atingindo o triunfo duplo e soberano
Provocando este agora longo, sobre-humano
Iremos perpetuar o nosso avivamento.

P.S. Este soneto foi feito a pedido
mas o retorno foi esquecido.

Outra vez


Bato as portas da alma

Fecho por completo a mansão.

Mas quando o sol invade a janela de meu coração,

Torna o chão pautado pela veneziana,

Onde novamente escrevo teu nome Rosana.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Tálamo



Tulipas tímidas

Transbordam tequila.

Calendário


Em datas especiais

Necessitamos de pessoas especiais,

E lembramos de um amor

Que juramos não lembrar mais.

Vogais e consoantes são amantes


Vale

Leva

Luva

Lava

Vala.

Aminésia dos mentirosos



Muitas pessoa

Usam pernas de pau

Para esconder suas pernas curtas,

Sem se dar contas que o Pinóquio

Tinha pernas de pau.

sábado, 12 de dezembro de 2009

História de pescador


Ao ver o pescador costurar a rede,

perguntou o menino ao pescador:


Qual será a verdadeira conexão,

que têm os fios da rede com o mar?

Como consegue o peixe ela buscar,

neste profundo mar de escuridão?


Respondeu o vivido e bom senhor.

Sabes a Rainha, a Rainha do mar?


Aquela que protege o pescador

seja no rio ou mar bravio.

Aquela que só ela tem o privilégio

de ganhar oferendas, florilégios.


Pois então:


Roubaram o véu de Iemanjá

e fizeram a tarrafa,

assim dizia a lenda

que o mar trouxe na garrafa.

O sorriso é um cartão postal
na moldura de teus lábios

Pluralidade


Ao massagear teu útero

Perdemo-nos em espasmos e desvarios

Nossos corpos repletos de arrepios

Unidos em um só

Deságuam-se dois rios.

O Poeta

Não admiro o escritor e o poeta
Que só fica em uma meta
Em uma reta
Não admiro
Esses escritores e poetas fúteis,
Não passam de um bando de caretas
Com suas teses inúteis

Pois um verdadeiro poeta
Não deve ter norma
Padrão, mesmice ou forma.

Um verdadeiro poeta
Nunca se entrega
Quebra todas as regras

Um verdadeiro poeta
Tem que abordar vários temas
Tem que fundir suas algemas
Tem que sair da lanterna
Expor sua resistência interna
Rasgar a camisa de força
Triturar a mordaça
Quebrar a taça
Mostrar sua raça

Todo poeta
Tem que se libertar
Citar sua verdade
Seu lado covarde

Repassar seus segredos
Se defender de seus medos
E com a caneta entre os dedos
Disparar seus torpedos.

Acordar seu lado desalmado
Usar seu vocabulário ilimitado
Falando sobre tudo
Falando sobre o infinito
Sobre o que é mais bonito

Falando sobre suas paixões
Sobre as nações sem noções
Falando sobre o que há
Em toda a parte,
Falando sobre arte.

Falando sobre suas causas perdidas
Sobre suas experiências vividas
Sobre nossos governantes confusos
Com seus discursos inconclusos.

Ou até mesmo citar
Quantas folhas compõem
Um simples trevo

Por isso
Eu escrevo
Para todas as classes
Todas as peles
E todas as faces
Mas se em nenhuma
De minhas poesias
Consegui conquistar
Um pouquinho do seu amor

Me desculpe, por favor,
Pois ainda sou
Um poeta amador.

Restauração


Um dia me apaixonei,

Me aventurei,

E mais tarde

Conheci o amor

O fervor, o calor,

O pavor e a dor

Meu coração ficou despedaçado

Meu eu desfigurado

Meus versos foram em vão

Meus sonhos se renderam ao chão

Diante deste cenário ilegível

Como um intraduzível

Texto em hebraico

Consegui juntar os cacos

E formar um lindo mosaico.