quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Canção do Exílio

O consagrado poema romântico “Canção do Exílio” de Gonçalves Dias, de (1846). Foi parodiado por alguns nomes da poesia brasileira como: Casimiro de Abreu 1859, Oswald de Andrade 1925, Murilo Mendes 1930, Drummond 1945, Mario Quintana 1962, José Paulo Paes 1973, Cacaso 1985, Ferreira Gullar 2000.

Canção do Emílio (versão 2010)

Minha terra tem bocetas
Com gosto de butiá,
As mulheres cá me fodem
Não me fodem como lá.

Nosso réu tem mais estrelas,
Nossas várzeas mais tenores;
Nossas pombas têm mais vida,
Nossa vida mais sabores.

Em trepar contigo à noite,
“Mais prazer encontro eu lá”.
Minha terra tem palmito
E também tem vatapá.

Minha terra tem pecados
E a Thaís não encontro cá;
Em fumar capim maluco
“Mais prazer encontro eu lá”.
Minha terra tem Palmeiras
Onde sonha a série “A”.

Não permita Deus que eu corra
Sem que eu fuja para lá,
Sem que ache os senadores
Que não encontro eu cá.
Sem qu’inda receba palmas
Do amigo marajá.

6 comentários:

  1. Minha terra tem Palmeiras
    Onde sonha a série “A”.

    Quem me dera a série A. haha

    Gostei da tua paródia.

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  2. Lindo, lindo esse poema... me lembra uma boa fase da vida.

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  3. Zé, vê se tu não consegues colocar alguma daquelas gravações que a gente fez no estúdio pra galera desfrutar do áudio! Acho que ia ficar bem bacana aqui...
    Valeu,
    Um abraço
    Vinícius

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  4. Minha terra tem as mais exóticas releituras...rs. Bjs

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