quinta-feira, 29 de abril de 2010

Caçador

Da planta de teus pés
brotam as pegadas
que mapeiam
minha trajetória mundana.
Adiante concretizo meu sonho
na arquitetura do teu corpo.

10 comentários:

  1. Que lindo.

    Espero que tenhas "concretizado"

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  2. Que firme, apesar de delicado. :)

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  3. Que lindooooooo isso!

    Um abraço grande!

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  4. Adorável!
    Estive aqui e gostei muito do que vi.
    Abraço

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  5. Oi! Tu és aquele cara da Letras - Português que puxava um papo enquanto eu esperava pra fechar a 228? Hahahah caramba como descobriu meu blog? Seguindo também, adorei as poesias. Beijo!

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  6. Eu já li esse troço no ônibus.... e é, de certo modo, bonito... Mas tem um jeito, sei lá, meio anacrônico, meio falso. Aliás, todos os poemas desse blog -- os que eu li pelo menos -- me causam essa impressão. Parece o arremedo dum Bocage travestido de modernista -- só que longe de ter o domínio técnico que o original tinha. Pra mim, isso aqui não passa duma merda pedante numa forma obsoleta e ultrapassada... É chato, falso e ingênuo.

    Seus pés
    rabiscam em pegadas
    a minha trajetória. Meus
    sonhos acordam em sua morada:
    é o fim de toda estrada que sigo

    É assim que eu escreveria esse poema. Continua a mesma merda, eu sei. Também não digo que seja melhor que o seu, ou que seja assim que deva ser feito. Mas, pelo menos, não leva as cicatrizes modernistas que o seu leva. Não há, no meu poema, adjetivos supérfluos, e metáforas arquitetônicas -- já tão desgastadas em toda a literatura --.
    Eu entendo o paralelo entre "planta" e "brotam", e entre "concretizo" e "arquitetura", só acho que essas relações não são o suficiente. "Mundana", pra mim, é uma palavra completamente desnecessária, descartável... ela é um dos fatores que fazem com que o seu poema soe falso pra mim, e esse tipo de uso técnico tá presente em todos os seus poemas -- sempre tem uma franja pra ser aparada, sempre tem excessos...
    Porra, mas o meu tá um lixo também... que se foda

    Enfim, cansei de escrever essa merda aqui... A poesia tá perdida mesmo.... ela, a poesia contemporânea, ainda soa velha e antiquada, verborrágica e abstratizante... Quer dizer, puro lixo ressentido pelo fato do modernismo ter passado (enquanto que eu já acho que mesmo essa babaquice de "pós-modernidade" já deveria ser superada -- porra, a gente tem que falar do mundo de agora, das coisas que estão à nossa volta, e não das merdas que meia dúzia de derridas, nancys e qualquer outro francês chato pensa que deva ser poesia -- deu de metapoemas, deu de joguinhos idiotas de palavras!)



    Adeus

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  7. Resposta


    “Não mostras, Lélio, teus versos;
    criticas, contudo, os meus.
    Ou para de criticar,
    ou então publica os teus.”
    (Marco Valério Marcial , 40- 104 d.C.)

    Dileto ledor,
    1-Quanto ao poema “Caçador” adesivado no ônibus, realmente você não é o primeiro que reclama (já presenciei uma mulher que o leu e não gostou). Aliás, se eu pudesse teria colocado outro poema no lugar daquele, mas para o ônibus tem de ser poema curto, sem palavrão, sem crítica, etc. Então, ele foi o que coube nos moldes exigidos.

    2-Outra coisa, embora o poema faça parte do meu blog não quer dizer que um dia venha a publicá-lo em um livro.

    3-Convenhamos, martelinho de ouro, que a refeitura (ou remendo) do poema que você fez não ficou grande coisa.

    4- Se tenho traços arcaicos lhe incomoda, se tenho “cicatrizes modernistas” também?

    5- Quando a palavra “mundana”, gosto do sentido e da sonoridade. No entanto, embora você a ache descartável, Gabriel García Márquez disse (em entrevista) que muitas palavras são desnecessárias num texto, ou seja, não precisam, de fato, estar ali para passar a mensagem adiante, porém sem essas palavras, desnecessárias, o texto “manca”, pois quando escrevemos precisamos de ritmo. E na poesia, meu caro, precisamos de mais ritmo ainda. Há quem critique Camões por ter usado a redundância “ambos os dois” no verso “de ambos os dois a fronte coroada”, contudo, quem fez essa crítica não se deu conta que o “pai da língua portuguesa” precisava de ritmo que, no caso, era manter o metro do verso heroico ( tonicidade na sexta e na décima sílaba) “de am/bos/ os/ dois/ a/ fron/te/ co/ro/ada”.

    6- Por fim, meu nobre nojento, uso em meus poemas: ora vocábulos arcaicos, ora contemporâneos, ora verso livre, ora metrificado, ora palavrão, ora aliteração, ora metáforas, ora metalinguagem... Tenho influências de vários poetas, mas jamais tento imitá-los, até porque eles são insubstituíveis. Portanto, vou de oito a noventa (soe pedante ou não), pois palavras e formas literárias não tem prazo de validade, elas vão voltam no ciclo da literatura.

    NÃO ACHO QUE A POESIA ESTÁ PERDIDA.

    P.S.: O tipo de crítica que você argumentou é o que o professor Raúl Antelo chamaria de crítica acéfala.

    Atentamente,
    José Luiz Amorim

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