sábado, 12 de dezembro de 2009

O Poeta

Não admiro o escritor e o poeta
Que só fica em uma meta
Em uma reta
Não admiro
Esses escritores e poetas fúteis,
Não passam de um bando de arcaicos
Com suas teses inúteis

Pois um verdadeiro poeta
Não deve ter norma
Padrão, mesmice ou forma.

Um verdadeiro poeta
Nunca se entrega
Quebra todas as regras

Um verdadeiro poeta
Tem que abordar vários temas
Tem que fundir suas algemas
Tem que sair da lanterna
Expor sua resistência interna
Rasgar a camisa de força
Triturar a mordaça
Quebrar a taça
Mostrar sua raça

Todo poeta
Tem que se libertar
Citar sua verdade
Seu lado covarde

Repassar seus segredos
Se defender de seus medos
E com a caneta entre os dedos
Disparar seus torpedos.

Acordar seu lado desalmado
Usar seu vocabulário ilimitado
Falando sobre tudo
Falando sobre o infinito
Sobre o que é mais bonito

Falando sobre suas paixões
Sobre as nações sem noções
Falando sobre o que há
Em toda a parte,
Falando sobre arte.

Falando sobre suas causas perdidas
Sobre suas experiências vividas
Sobre nossos governantes confusos
Com seus discursos inconclusos.

Ou até mesmo citar
Quantas folhas compõem
Um simples trevo

Por isso
Eu escrevo
Para todas as classes
Todas as peles
E todas as faces
Mas se em nenhuma
De minhas poesias
Consegui conquistar
Um pouquinho do seu amor

Me desculpe, por favor,
Pois ainda sou
Um poeta amador.

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