quinta-feira, 10 de dezembro de 2009


Navio negreiro, por que não ficas atracado?
Por que não estás ancorado?
Por que não te deixaram atrofiado?
Por que ainda não foste afundado?

Segues um nevoeiro do passado
Um vento mal soprado, atrasado.
Parte essas correntes incoerentes
Não segue essas correntes sem afluentes

Pobre navio, triste e aflito.
Nem em uma tela ficarás bonito
E agora chora o vago mensageiro

Ao ver o timoneiro do navio negreiro
Fazer um cruzeiro, na rota.
De mares brasileiros e estrangeiros.

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